Bem-Estar

Finais de campeonatos estaduais exigem coração forte

Os campeonatos estaduais estão em sua reta final em todo o Brasil. Em São Paulo, dois dos times mais tradicionais disputam o título do Paulistão: Corinthians e São Paulo começam a decisão neste domingo, 14 de abril, no Estádio do Morumbi. E as fortes emoções de uma partida de futebol deste nível podem causar problemas ao coração de quem assiste.

Somente este ano, dois torcedores foram vítimas fatais de infarto em jogos grandes e decisivos: o primeiro foi em um duelo do próprio Corinthians, contra o Oeste, em sua Arena, dia 17 de março. O rapaz tinha 23 anos e faleceu enquanto assistia à equipe vencer por 1 a 0. Com 58 anos de idade, o segundo caso foi de um torcedor do Botafogo, que teve uma parada cardiorrespiratória no Estádio Nilton Santos, durante empate entre seu time e o Juventude, pela Copa do Brasil.

De acordo com o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Dr. José Francisco Kerr Saraiva, o corpo aumenta as demandas do coração durante uma partida do futebol. “Em um estresse agudo em indivíduos com doença de base ou pré-existente, pode ocorrer um caso fulminante. Isso não é raro em torneios de futebol”, afirma.

O especialista diz que a doença cardíaca, normalmente, é uma mistura entre o histórico familiar e o ambiente ao qual a pessoa está inserida. “Estresse, má alimentação, excesso de peso e consumo de cigarros. Tudo isso gera maior possibilidade de problemas agudos no coração”.

Estresse e pressão já afetaram, também, vários treinadores. O caso mais recente foi de Abel Braga, que teve uma arritmia depois que seu time, o Flamengo, fez um gol, nos minutos finais, contra o Fluminense, passando à frente do placar e ganhando vaga na última etapa do torneio carioca. Cuca, atualmente no São Paulo, submeteu-se a um procedimento cirúrgico para corrigir problema cardíaco no fim do ano passado, assim como Muricy Ramalho, ex-treinador e atualmente comentarista, há quatro anos.

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