Bem-Estar

De sedentário a super ativo: a real transformação

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Muitas pessoas que são sedentárias em determinadas épocas, como na virada do ano, pós carnaval ou até mesmo ao longo do segundo semestre – até que o verão se aproxime e vire fator de motivação – pensam em começar programas de atividades físicas para, então, deixarem o sedentarismo para trás.

No pensamento dessas pessoas está embutido a vontade de uma melhor forma física em termos estéticos, além da contínua busca pela saúde através de uma vida ativa. Mas, infelizmente, sabe qual é a realidade? Se você faz parte desse grupo, sabe sim a realidade, até por tê-la vivenciado várias vezes.

Afinal, quantas vezes você já começou e parou de treinar, logo nos primeiros meses, sem ter sequer percebido grandes diferenças de resultado? Várias, não é mesmo? E o motivo para essas desistências são sabidos: exercício é muito chato, você não gosta do ambiente onde vai praticá-lo e até sente vergonha em frequentar um local onde há muita gente em forma.

Junta-se a esses argumentos o fato de ser muito cansativo sair do trabalho e ir para a academia quando já se cansou e estressou o dia todo, e ainda tem que pegar trânsito, se trocar e fazer aqueles movimentos repetitivos que te deixam dolorido. Sem contar a motivação maior de ir para casa ver seus filhos, esposa ou marido, se alimentar e sentar à frente da televisão.

Certamente, com alguma parte desses motivos você se identificou, não? Mas, fique tranquilo. Há formas de transformar esse obstáculo todo em algo menos difícil e agressivo e eu te ensinarei como fazê-lo.

Para ter uma vida plenamente ativa, o primeiro passo necessário é entender que todas as mudanças de comportamento se tornam mais efetivas e com alguma chance de sucesso quando pensamos em mudar nosso hábito atual para um novo status que não seja mais do que 5% ou 10% diferente do atual.

A ciência e a estatística mostram que apenas 1% das pessoas são capazes de mudar radicalmente de hábitos e mantê-los efetivamente para sempre. Ou seja, não é você que tem problemas. É o ser humano que não foi programado para esse modelo radical. Logo, se você se encaixa naquela pessoa que sente as dificuldades acima descritas, tentar começar qualquer programa de atividades com uma frequência de três ou mais vezes por semana já vira um enorme desafio.

Uma excelente estratégia para a mudança é ter um momento na semana em que você opte por fazer mais movimentos do que vinha fazendo até então. Veja, eu disse só UM, nada além de UM momento, e que seja simples, fácil de atingir, que não atrapalhe sua rotina nem das pessoas que você convive e nem que te canse de maneira chata e acentuada.

Pode ser um andar de escadas, seja no prédio ou no metrô, uma caminhada ao redor do quarteirão num dia da semana, voltando do almoço ou antes de chegar no trabalho. Não faz diferença o que você vai escolher. O que faz diferença é tornar essa atividade escolhida algo quase sagrado naquela única vez na semana. E por isso ela tem que ser simples e que gere transtornos zero.

Quando conseguir eleger e executar essa atividade regularmente, sem falhas por um, dois, três meses, e essa atividade virar algo tão simples e rotineiro que você mal tenha que pensar para executá-la, aí então será a hora de pensar no passo seguinte.

Antes disso, a chance de tentar acelerar esse processo pela ansiedade de possíveis resultados quaisquer te colocará em alto risco de falha, frustração e desistência da mudança de vida e, logo, te leva de volta aos 99% que falham regularmente indo e voltando o tempo todo.

Aproveite essas informações e a experiência passadas aqui. O objetivo maior é que você realmente mude de vida e que, em algum momento, já esteja totalmente ativo sem mal perceber.

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