Alimentação

Conheça os prejuízos que o horário de verão pode trazer à sua saúde

Com a chegada do horário de verão – em 2018, está previsto para iniciar no dia 04 de novembro e terminando em 17 de fevereiro do ano que vem – precisamos dormir e acordar uma hora mais cedo.

Essa mudança tem efeitos variados para nossos corpos, dependendo do organismo de cada pessoa.
“Em média, são necessários de dois a sete dias para que o corpo se adapte e tudo volte ao normal, mas nem todos os organismos reagem da mesma maneira” ressalta Dr. Fabiano Fonseca.

Alterações significativas no “relógio biológico”
Uma hora pode não parecer tempo suficiente para significar muita coisa, mas pode ter certeza de que isso já é o bastante para alterar o funcionamento do relógio biológico humano. E essas mudanças podem afetar o seu ritmo cardíaco, suas funções de imunidade e defesa de seu organismo e até mesmo desregular suas “costumeiras” idas ao banheiro.

Várias pesquisas já demonstraram que a falta de sono é capaz de aumentar as chances de inflamação no organismo e o nível de atividade do sistema nervoso autônomo simpático. Ambas alterações podem gerar alterações metabólicas muito significativas à saúde das pessoas.
Entre os efeitos causados pelo adiantamento de uma hora nos relógios, ainda podemos listar frequentes dores de cabeça, o que pode afetar diretamente o humor das pessoas, a saciedade (a quantidade de fome ou a vontade de consumir alimentos ricos em gorduras e açúcares) e tudo mais o que é gerado pela alteração súbita no padrão de sono.

Dr. Fabiano Fonseca acrescenta que as pessoas que dormem e acordam cedo estão mais propensas a sofrerem alterações hormonais causadas pelo novo horário, podendo ter alterações no sono e no humor. Contudo, a intensidade e importância dessas alterações variam de indivíduo para indivíduo. São elas:
1) Prejuízo na produção de melatonina, hormônio produzido pela glândula pineal, responsável pela indução do sono, e cuja produção depende da ausência da luz. Os dias mais longos diminuem a secreção desse hormônio prejudicando o início do sono.
2) Diminuição na produção do hormônio do crescimento pela hipófise, produzido nas primeiras fases do sono profundo. Este hormônio é importante para manutenção do tônus muscular, diminuição do excesso de gordura, melhora do desempenho físico e combate à osteoporose.
3) Diminuição na produção de leptina, responsável pelo controle da saciedade. Causando, portanto, aumento da ingestão alimentar e aumento do risco de obesidade.
4) Por último, incremento na produção de hormônios da supra renal, chamados de hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol, que, por sua vez, aumentam a taxa de glicose, a pressão arterial e o risco de osteoporose, entre outros.

Depois de tantos problemas relacionados aos distúrbios de sono que podem ser causados pelo horário de verão, não é nem um pouco impressionante concluir que as primeiras semanas do “novo horário” fazem com que as pessoas se sintam mais cansadas. E funcionários cansados tendem a ser mais dispersos, o que certamente os levará a uma queda de produtividade.

Para ajudar nesse processo, Dr. Fabiano Fonseca dá algumas dicas:
1) Pratique atividades físicas regulares, principalmente no período da manhã, duas horas depois de acordar. Se a única opção de horário for à noite, é melhor escolher as caminhadas, com intensidade moderada, três horas antes de dormir, para relaxar. Exercícios em dias de muito calor devem ser praticados na sombra ou em lugares climatizados.
2) Opte por alimentos de fácil digestão, como massas com molhos leves, frutas, verduras e legumes, principalmente à noite. Evite estimulantes, como café, álcool e energéticos. Invista em alimentos que facilitem a produção do hormônio do sono como: leite, banana, hortelã, erva cidreira. No período da tarde faça refeições leves e de fácil digestão, como frutas, verduras e legumes, evitando a ingestão de café ou outras bebidas que contenham cafeína, como coca-cola, chá preto e mate, pois estimulam o sistema nervoso, levando à perda do sono. Cigarro e bebidas alcoólicas também podem prejudicar o sono
3) Deite-se um pouco mais cedo. O quarto deve estar completamente escuro, para estimular a produção de melatonina.
4) Exponha-se à luz do dia o mais cedo possível, para adaptar o seu cérebro ao novo horário.
5) Evite usar computadores e filmes ou livros excitantes, que estimulam a produção de cortisol e adrenalina, hormônios prejudiciais ao sono.
6) Não use medicamentos soníferos nem o “hormônio do sono” a famosa MELATONINA, sem prescrição médica.

Melatonina e o sono

A melatonina, mais conhecida como hormônio do sono, é uma substância produzida pelo cérebro conforme o dia escurece, para que o organismo compreenda que está chegando a hora de dormir e comece a desacelerar. O pico de melatonina é durante a madrugada quando dormimos.

Embora o suplemento de melatonina esteja popular entre os pacientes, está longe de ser uma unanimidade entre os médicos. Por um lado, muitos profissionais recomendam para melhorar a qualidade de sono dos pacientes. Mas por outro lado médicos dizem que não há comprovações científicas a respeito.

“A melatonina é interessante para vários distúrbios de sono, pode ser utilizada com benefícios, mas para isso é necessário o acompanhamento médico a fim de não afetar e alterar o relógio biológico de quem a utiliza” diz o especialista Dr. Fabiano Fonseca.

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