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Primeira exposição de arte urbana no mundo relacionada à saúde auditiva chega a São Paulo

Alertar, avisar e esclarecer sobre a audição e os cuidados que se deve ter com esse sentido que mantém todos conectados com o mundo exterior! Esses são alguns dos objetivos da Ear Parade, a primeira exposição de arte urbana voltada aos cuidados auditivos  estará nas ruas e praças de São Paulo, a partir do dia 24 de julho, quarta-feira, de manhã. São esculturas no formato de orelhas gigantes – 2,40m de altura – pintadas por artistas plásticos que vão intrigar quem nunca se questionou sobre a importância de ouvir.

“As esculturas vão nos ajudar a demonstrar como a audição é importante e promove qualidade de vida a todos que querem ouvir bem e, para isso, não discriminam aparelhos auditivos convencionais ou implantes cocleares! É importante ouvir, para se comunicar com facilidade! Escutar ajuda a estimular a memória e o raciocínio tanto em idosos, que perdem a audição por causa da idade, quanto em crianças que nascem com deficiência auditiva (ou adquirem com o tempo) e precisam começar o tratamento o mais rapidamente possível”, diz Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento, idealizador da Ear Parade e responsável pela Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Outro objetivo bastante importante é o de alertar os jovens e adultos sobre o uso excessivo e incorreto de fones de ouvido. “Diariamente, vemos pessoas de todas as idades usando – e abusando – dos fones de ouvido. Eles ficam em contato direto com o conduto auditivo e quem os utiliza não se dá conta de que as músicas que ouvem durante horas em som alto, lesionam as células cocleares que não são substituídas quando morrem. E podem, ainda, provocar zumbido. Esse é outro alerta que faremos à população paulistana que convive com ruídos diariamente e não se dá conta da importância da audição”, continua o professor.

Esculturas para todos os gostos

Nas 60 esculturas pintadas por artistas plásticos, o público paulistano encontrará várias telas de arte, inspiradas no tema surdez, como destacadas  –. “ Uma homenagem a Van Gogh, com pintura de flores,  ilustração de crianças, atores do cinema mudo e falado, cantores de rock, lendas do jazz, pássaros e em muitas obras vemos até um alerta sobre a discriminação da surdez.  As esculturas que estarão nas ruas foram escolhidas por meio de de projetos selecionados no Instagram e FaceBook e a criatividade de cada artista inscrito nos deixou muito felizes”, diz Carol Barreto, diretora da Artery Produções, empresa organizadora do evento.

Somente na Avenida Paulista, coração de São Paulo, estarão expostas 13 esculturas de orelhas gigantes e as outras, estarão espalhadas nos Jardins, Praça da República, Metrô Tatuapé, Praça Vilaboim, Praça Buenos Aires, Viaduto do Chá, Hospital das Clínicas, Largo da Batata, Pinheiros e Parque Ibirapuera. “Será uma exposição que marcará a cidade. Vamos dar cor e voz ao problema invisível que é a perda auditiva. E demonstrar o quanto é importante a audição, a qualidade de vida que traz e a realidade que vive aqueles que têm a privação deste sentido, com dificuldades no dia a dia quanto à acessibilidade para qualquer maneira de comunicação, seja ela com aparelhos, leitura labial ou língua brasileira de sinais (LIBRAS). E orientar a população sobre como prevenir os principais fatores de risco para a perda auditiva em todas as faixas etárias, buscar meios de diagnóstico precoce e as diversas formas de reabilitação para poderem, além de ouvir, se fazerem ouvidos na sociedade”, continua Bento.

Disseminação da informação

Pintadas entre os dias 22 de abril e 20 de junho, ao vivo no Átrio do Shopping Frei Caneca, a exposição contará com ações de conscientização à população paulistana. A primeira será a Caminhada Ear Parade, que acontecerá na Avenida Paulista, no dia 28 de julho, com concentração de médicos otorrinos, fonoaudiólogas, psicólogos e deficientes auditivos que ouvem através de tecnologia. O encontro de todos se dará na Praça do Ciclista, esquina da Av. Paulista com Av. da Consolação. “Informaremos à população como cada um deve cuidar dos ouvidos, orientar sobre as maneiras corretas para falar com deficientes auditivos e alertar sobre a perda auditiva, um problema que é a grande preocupação da OMS (Organização Mundial de Saúde) para os próximos anos. A surdez saltou do 11º lugar em 2005 para 4º entre as 347 doenças que a OMS relaciona anos perdidos por incapacidade. E vamos fazer a nossa parte, alertando a população”, diz o professor.

Em todas as quintas e sextas-feiras até o dia 22 de agosto, na parte da manhã, no Largo da Batata, haverá uma unidade móvel de atendimento com profissionais da Saúde para realizar exame de triagem auditiva com audiometria na população e poder orientar sobre o resultado do exame e as possibilidades de reabilitação. “Queremos detectar mais pessoas com dificuldade auditiva, mesmo que precoce, para orientá-las quanto ao tratamento e possibilitar que ouçam em alto e bom som!”, finaliza Dr. Ricardo.

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